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Ressecamento vaginal: porque acontece e quais são os tratamentos?

Foto do escritor: Karla Frota
Karla Frota
1 de set.
4 min de leitura

Quando falamos em ressecamento vaginal, é comum que a primeira associação seja com a menopausa.


Mas essa não é a única fase da vida em que ele pode aparecer.


Mulheres de diferentes idades podem apresentar ressecamento vaginal, e as causas podem ser bastante variadas. Ele pode surgir durante a amamentação, no período após o parto, em algumas fases de alterações hormonais, com determinados medicamentos ou métodos contraceptivos e também durante a transição para a menopausa.


Por isso, se você percebeu que a região íntima está mais seca, sensível ou desconfortável, não pense que precisa simplesmente se acostumar com isso.


Seu corpo está sinalizando alguma mudança — e vale a pena entender o motivo.


Como saber se estou com ressecamento vaginal?


Algumas mulheres percebem apenas uma diminuição da lubrificação. Outras sentem sintomas mais incômodos, como:


  • sensação de secura ou pouca lubrificação;

  • ardência ou irritação;

  • sensibilidade na região íntima;

  • desconforto durante ou depois da relação sexual;

  • dor durante a penetração;

  • sensação de atrito;

  • pequenas fissuras ou sangramento após a relação em alguns casos.


O ressecamento também pode estar associado a outras alterações da saúde íntima, especialmente quando existe redução do estrogênio.


E existe um detalhe importante: nem toda dor ou desconforto durante a relação significa simplesmente falta de lubrificação. Infecções, alterações dermatológicas, tensão do assoalho pélvico, alterações hormonais e outras condições também podem estar envolvidas.


Por isso, uma avaliação individualizada é tão importante.


Ressecamento vaginal depois do parto é normal?


Durante a gestação e principalmente no período após o parto, o organismo passa por mudanças hormonais importantes.


Durante a amamentação, por exemplo, os níveis de estrogênio podem permanecer mais baixos. Isso pode contribuir para uma vagina mais seca e tornar a relação sexual desconfortável ou até dolorosa.


Além da questão hormonal, o pós-parto envolve uma série de transformações físicas e emocionais.


A mulher está se recuperando do parto, adaptando-se à nova rotina, muitas vezes dormindo pouco e, ao mesmo tempo, tentando reencontrar sua intimidade.


Por isso, quando ela percebe que a relação sexual voltou a ser dolorosa ou que sua lubrificação mudou, é importante não ignorar esse sintoma.


Você não precisa simplesmente esperar passar.


É possível avaliar o que está acontecendo e identificar quais cuidados ou tratamentos podem ser adequados para aquele momento.


E quem não está na menopausa?


Também pode apresentar ressecamento.


Essa é uma informação que muitas mulheres desconhecem.


Uma mulher de 25, 30 ou 40 anos, por exemplo, pode apresentar essa queixa. E a investigação pode revelar diferentes fatores associados.


Alguns medicamentos, alterações hormonais, determinados contraceptivos, amamentação, estresse, algumas doenças e até hábitos de higiene íntima podem influenciar a saúde e a lubrificação vaginal.


Por isso, não existe uma única resposta para a pergunta:


“O que posso usar para acabar com o ressecamento vaginal?”


Antes de escolher um tratamento, é importante entender por que ele está acontecendo.


Ressecamento vaginal na menopausa


Na perimenopausa e na menopausa, a redução dos níveis de estrogênio pode provocar mudanças nos tecidos vaginais, que podem ficar mais finos, secos, menos elásticos e mais sensíveis.


Nessa fase, o ressecamento pode vir acompanhado de dor na relação, ardência, alterações urinárias e maior frequência de infecções urinárias ou vaginais.


Esse conjunto de sintomas pode fazer parte da chamada síndrome geniturinária da menopausa.


Mas é importante lembrar: envelhecer não significa precisar conviver com dor ou desconforto na vida íntima.


Existem tratamentos e estratégias que podem ajudar a recuperar conforto e qualidade de vida, sempre de acordo com a avaliação médica.


Quais são os tratamentos para o ressecamento vaginal?


O tratamento depende da causa, da idade da mulher, dos sintomas, do momento de vida e das condições de saúde de cada paciente.


Em casos mais leves, podem ser indicados hidratantes vaginais e lubrificantes, especialmente para diminuir o atrito durante a relação sexual.


Quando existe uma alteração hormonal relacionada à redução do estrogênio, o médico também pode avaliar tratamentos hormonais locais ou sistêmicos, quando indicados e seguros para aquela paciente.


Além disso, existem abordagens complementares que podem ser consideradas em situações específicas, como fisioterapia do assoalho pélvico e algumas tecnologias destinadas à saúde íntima.


É justamente nesse momento que o laser íntimo pode ser discutido.


Laser íntimo pode ajudar no ressecamento vaginal?


O laser íntimo é uma das tecnologias que podem ser avaliadas em determinadas pacientes com queixas relacionadas à saúde vaginal.


Mas existe uma informação muito importante:


laser íntimo não é indicado para toda mulher com ressecamento vaginal.


Antes de indicar qualquer procedimento, é necessário entender a causa do sintoma e avaliar as condições dos tecidos vaginais, além de descartar infecções, alterações dermatológicas e outras causas de dor ou desconforto.


Quando existe indicação, o objetivo do tratamento é cuidar da saúde dos tecidos da região íntima e buscar melhora dos sintomas e da qualidade de vida.


Por isso, a melhor pergunta não é simplesmente:


“Qual laser devo fazer?”


Mas sim:


“Por que estou com ressecamento vaginal e qual tratamento é mais adequado para o meu caso?”


Essa diferença é fundamental.


Quando procurar uma ginecologista?


Se o ressecamento está causando desconforto, dor durante a relação, ardência, fissuras, sangramento ou interferindo na sua vida sexual, vale conversar com uma ginecologista.


Você não precisa ter vergonha de falar sobre isso.


Muitas mulheres passam meses — ou até anos — tentando conviver com um problema que pode ser investigado e tratado.


A saúde íntima também faz parte da saúde da mulher.


E cada fase da vida merece um cuidado diferente: a mulher que está no pós-parto, a mulher que está amamentando, a mulher que usa anticoncepcional, a mulher que está entrando na perimenopausa e a mulher que já está na menopausa podem ter necessidades completamente diferentes.


O mais importante é descobrir o que o seu corpo está tentando dizer.


Se você percebeu mudanças na lubrificação, desconforto nas relações ou outros sintomas íntimos, procure uma avaliação ginecológica.


Cuidar da sua saúde íntima não é vaidade. É cuidado, conforto, autoestima e qualidade de vida.

 
 
 

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